Existem diversos tratamentos disponíveis para controlar a obesidade, porém a técnica a ser utilizada varia conforme o perfil de cada paciente. Como de praxe, o cirurgião recomenda a operação para pacientes com obesidade estabelecida há pelo menos 5 anos e que não conseguiram perder peso por meio de outros tratamentos, como dieta e medicações. 

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica reconhece quatro tipos de cirurgia bariátrica. Entre as principais técnicas, temos a Bypass e a Slevee. Ambas as técnicas têm em comum a redução do estômago em um reservatório menor. Na Sleeve, retira-se a parte do órgão onde são produzidos os hormônios responsáveis pela sensação de saciedade, permitindo, assim, o emagrecimento. Na Bypass, além do reservatório menor, associamos um desvio no intestino, levando a uma série de mudanças hormonais que promoverão emagrecimento e o controle de doenças, como o diabetes e a pressão alta. 

Para realizar qualquer uma das alternativas acima, o paciente deve ter Índice de Massa Corporal (IMC) entre 35 e 40 e, pelo menos, duas complicações associadas à obesidade, ou IMC acima de 40 - quando já consideramos obesidade severa. 

Além das opções cirúrgicas, existem as modalidades endoscópicas, como o Balão Intragástrico e a Gastroplastia Endoscópica. Essas técnicas tem por objetivo diminuir a capacidade do estômago, promovendo a saciedade precocemente.

As técnicas endoscópicas são indicadas para os pacientes com sobrepeso ou obesidade leve, (IMC entre 27 a 35) ou então para aqueles pacientes que não pretendem realizar algum dos procedimentos cirúrgicos. 

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Bypass: técnica bariátrica mais praticada no Brasil, a Bypass Gástrico corresponde a 60% das cirurgias realizadas no país. Feita por videolaparoscopia, a cirurgia é capaz de reduzir cerca de 70% a 80% do excesso de peso do paciente.

O procedimento promove um grampeamento de parte do estômago, que diminui o espaço para o alimento, e um desvio do intestino inicial (duodeno). A operação limita a produção de grelina, popular "hormônio da fome", e acaba por diminuir o apetite.

Essa combinação de fatores leva a perda prolongada de peso, que precisa ser complementada por vitaminas e suplementos alimentares.

A cirurgia é realizada por técnica minimamente invasiva e permite curta internação - média de 48h. O retorno às atividades do dia a dia deve acontecer em torno de 30 dias.

Assista ao vídeo abaixo e entenda melhor como o procedimento funciona:

Sleeve - Também conhecida como Gastrectomia Vertical,  a Sleeve é uma cirurgia restritiva. Nela, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 200 a 300 mililitros (ml). Dessa forma, a intervenção desencadeia uma restrição alimentar devido ao tamanho do órgão, que leva à diminuição do apetite e maior saciedade alimentar.

Essa cirurgia é destinada para pacientes em extremos de idade, ou seja, jovens adultos ou pessoas acima de 50 anos, que tenham IMC entre 35 e 45. Pessoas superobesas (IMC maior que 50) também estão inseridas no grupo cirúrgico, além de pacientes que precisam de monitorização do estômago no pós-operatório. 

Veja como é feita a cirurgia neste vídeo ilustrativo:

Balão Intragástrico - Ao contrário das outras técnicas, o balão intragástrico é realizado por endoscopia e de forma ambulatorial, sem necessidade de internação. O objetivo do tratamento é provocar a sensação de saciedade sem precisar tirar parte do estômago. Assim, o balão ocupa parte do órgão (quando preenchido com 550 a 700 ml de líquido) e impede que o paciente ingira alimentos em excesso. 

Embora seja mais recomendado para pessoas com IMC a partir de 27, obesos que precisam fazer a operação, mas correm alto risco, também podem usar o balão. Esse é um método auxiliar no tratamento da obesidade. Por isso, a medida é utilizada durante o pré-operatório, para estimular a perda de peso e reduzir problemas anestésicos, operatórios e clínicos.

O balão pode permanecer no organismo por um período de 06 meses a 01 ano. Caso contrário, o paciente pode sofrer complicações, como erosões, úlcera e obstrução.

Ficou com dúvidas sobre a colocação do balão? Veja o material que preparei sobre o tratamento:

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