Segundo pesquisa divulgada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) neste ano, o número de cirurgias bariátricas cresceu 84,73% entre 2011 e 2018. Neste período, foram realizadas 63.969 em todo o país, sendo 49.521 delas por planos de saúde, 11.402 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 3.046 cirurgias particulares. 

Ainda que os dados indiquem crescimento na procura pelo tratamento, o total de operações representa apenas 0,47% de toda população apta para realizar as cirurgias bariátrica e metabólica. 

No blog de hoje, decidi fazer uma síntese do que essas informações revelam sobre a saúde dos pacientes obesos e quais as expectativas para os próximos anos.

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Atual índice de obesos no Brasil

A última pesquisa Vigitel divulgada pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério Público indica que 41,6 milhões de brasileiros (19,8%) possuem IMC acima de 30, ou seja, já estão obesos.

Este é o maior índice de obesidade nos últimos 13 anos, batendo o recorde com 67,8% de incidência. Junto com ele, também subiu a ocorrência de diabetes mellitus tipo 2 (DM2), hipertensão arterial sistêmica (HAS) e dislipidemia, doenças que colocam o paciente sob alto risco de acidentes cardiovasculares.

O que mudou nos últimos 8 anos?

O número de cirurgias bariátricas cresceu 84,73% entre 2011 e 2018, segundo relatório da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Totalizando as cirurgias anuais, foram 424 mil pacientes operados em todo o país. 

A popularização das operações pode ser explicada pelo aprimoramento das técnicas cirúrgicas. A Bypass Gástrico e a Sleeve, por exemplo, são procedimentos pouco invasivos que ganharam espaço nos últimos dez anos como métodos alternativos para tratar a obesidade.

Atendimento pelo SUS

As cirurgias bariátricas feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentaram de 5.370 em 2011 para 11.402 em 2018, registrando 112,33% de crescimento em oito anos. Mesmo assim, as 11.402 cirurgias realizadas no último ano representam apenas 1,16% do atendimento aos pacientes na lista de espera. 

Atualmente, a população que depende do SUS para fazer a operação é de 708 mil pessoas. A estimativa de espera em alguns estados brasileiros pode chegar a 5 anos. Apenas no Hospital de Clínicas de Campinas, por exemplo, há uma demanda de 1,5 mil pacientes na fila. 

O SUS possui cerca de 85 serviços de Assistência de Alta Complexidade à Atenção ao Indivíduo com Obesidade, disponíveis em 22 estados. Amazonas, Roraima, Amapá, Rondônia e Piauí ainda aguardam a chegada dos programas.

Quem pode operar?

A cirurgia bariátrica é indicada para pacientes que já passaram por outros tratamentos nos últimos 2 anos e não obtiveram sucesso. A técnica é recomendada para tratar a obesidade mórbida, considerando Índice de Massa Corporal (IMC) entre 35 kg/m² e 39,9 kg/m², e, pelo menos, duas doenças associadas (diabetes, hipertensão, dislipidemia, apneia do sono, entre outros). O procedimento ainda é válido para pacientes com IMC igual ou maior do que 40 kg/m², com ou sem comorbidades.

Já a cirurgia metabólica é recomendada para pacientes com IMC entre 30 kg/m² e 34,9 kg/m² e que não conseguiram controlar o diabetes através de medicamentos.

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Com informações do site Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica