Você já ouviu falar em Endoscopia Bariátrica? Há alguns anos atrás, a endoscopia era considerada um método puramente diagnóstico. Porém, novos dispositivos trouxeram avanços importantes para essa área da Medicina, promovendo resultados eficazes no tratamentos contra a Obesidade. 

Hoje, a endoscopia bariátrica tem sido realizada em diversas modalidades, que variam conforme as necessidades do paciente. Para esclarecer as diferenças entre os tipos de tratamento disponíveis, preparei um blog comentando cada um deles e suas recomendações.

Descubra como funcionam as intervenções e saiba qual delas é mais indicada para você.

A endoscopia bariátrica é um segmento da endoscopia direcionado para o tratamento da obesidade, assim como das doenças associadas, como o Diabetes. Como já sabemos, a obesidade é uma doença crônica e multifatorial, que além de causar fadiga e cansaço pelo excesso de peso, atinge o trato gastrointestinal e altera a regulação do balanço energético.

Os métodos endoscópicos têm sido apontados como um agente eficaz no tratamento da obesidade, apresentando excelentes resultados na literatura médica.

Normalmente, os procedimentos endoscópicos são indicados para dois grupos de pacientes: 1- pacientes com IMC entre 27 até 35, sem indicação de tratamento por cirurgia bariátrica e 2- pacientes com obesidade mórbida, de IMC ≥50kg/m2 e dentro do grupo de risco, onde é necessário perder peso antes de realizar a cirurgia bariátrica. No caso da segunda condição, a quantidade de emagrecimento é de 10 a 15% do peso inicial. 

Agora que você já conhece a endoscopia bariátrica e sabe para quem ela é indicada, está na hora de detalhar as particularidades de cada procedimento. São eles:

Balão Intragástrico

Realizado de forma ambulatorial, o Balão Intragástrico é colocado para auxiliar na perda de peso. Ele ocupa parte do estômago, diminuindo a sensação de fome e provocando saciedade precoce nas refeições.

O balão pode permanecer por um período de 06 meses até 01 ano, dependendo do perfil e tolerância do paciente. O tratamento é considerado satisfatório quando o paciente consegue perder ao menos 10% do seu peso inicial, devendo seguir com acompanhamento nutricional e atividade física após a retirada do acessório.

A primeira semana de uso é marcada pelo período de adaptação. Por isso, é normal sentir algum desconforto na região abdominal, náuseas e até mesmo a ocorrência de vômito, sintomas amenizados com o uso de medicações.

Gastroplastia Endoscópica

A Endosutura Gástrica, também conhecida como Gastroplastia Endoscópica, é uma técnica realizada com o dispositivo "Overstitch", aparelho que permite uma sutura com fios cirúrgicos, reduzindo o espaço disponível no estômago para o armazenamento de alimentos. Com a intervenção, o paciente sente menos fome e consegue emagrecer com mais facilidade.

Minimamente invasivo, o procedimento é uma das mais novas técnicas que têm surgido para controlar a obesidade. A partir dele, pacientes com IMC entre 28 a 35 e sem indicação para Cirurgia Bariátrica podem perder peso com segurança, além de pessoas que já fizeram a cirurgia bariátrica e não obtiveram emagrecimento necessário ou engordaram novamente após a operação.

Depois da endosutura gástrica, é preciso seguir um programa de acompanhamento com cirurgião, psicólogo, nutricionista e manter atividades físicas regulares.

Plasma de Argônio

Para pacientes que já fizeram a gastroplastia do tipo Bypass Gástrico, a costura entre o estômago e o intestino delgado - chamada de anastomose gastrojejunal - pode dilatar-se com o tempo. Neste caso, o cirurgião faz uma espécie de cauterização (fulguração) na área, e isso induz à redução desse diâmetro, promovendo restrição da passagem dos alimentos, saciedade e perda de peso.

São realizadas em torno de 2-3 sessões com intervalos de 8 semanas. Atenção para o perfil de paciente do Plasma de Argônio:

  • Pacientes submetidos à derivação gástrica tipo bypass (cirurgia de Fobi-Capella);
  • Anastomose gastrojejunal igual ou superior a 15 mm (medido na endoscopia);
  • Tempo de cirurgia maior que 18 meses e que readquirem mais de 10% do

peso (em relação ao menor peso atingido) ou perda insuficiente de peso após a gastroplastia (menos de 70% do excesso de peso);

  • Ausência de contra-indicação nutricional ou psicológica. 

O Plasma de Argônio é um método minimamente invasivo, sem necessidade de novas cirurgias, ambulatorial, de baixo custo e que demonstra ser eficaz para os casos de reganho de peso após a cirurgia bariátrica.

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